COMO ENTENDEMOS A NÃO-VIOLÊNCIA

A não-violência é tudo o que não ofende as pessoas. Isto inclui tanto acções legais (manifestações, acontecimentos, petições, etc.) como ilegais (desobediência civil, pirataria informática, sabotagem, exceto fogo e explosivos, etc.). Consideramos a não-violência como parte integrante da nossa estratégia. Diz-nos porquê.

PROBLEMAS RELACIONADOS COM O USO DA VIOLÊNCIA (no nosso contexto)

  • Falta de inclusão (pessoas com deficiência ou problemas de saúde física ou mental, etc.) ;
  • Atrai perfis virilistas que são prejudiciais aos nossos camaradas;
  • Reforço dos hábitos de competição política ;
  • Reforço da polarização sociopolítica (rejeição e/ou incompreensão pela opinião pública e reação do adversário).

RELAÇÕES DE PODER

  • Atualmente, estamos em desvantagem material (armas, sistemas de vigilância, rede de abastecimento, transportes, etc.);
  • Estamos atualmente numa situação de inferioridade financeira (o que permite aos nossos adversários pagarem as suas tropas, disporem de equipamento suficiente, de pessoal, de alimentos, etc.);
  • Encontramo-nos atualmente numa situação de inferioridade mediática;
  • Estamos em desvantagem numérica.

VALORES

Ter valores claros sobre a forma como lutamos facilita a criação de alianças.
Quem conhece os nossos valores e a nossa linha de conduta estará em melhor posição para determinar se uma aliança connosco é compatível com a sua própria estratégia. Se estes valores forem demasiado vagos, os potenciais aliados não conseguirão identificar-nos e não confiarão em nós. É por isso que nos comprometemos a lutar sem recorrer a ataques físicos ou psicológicos.

CRIATIVIDADE

Perante um adversário que nos domina em todos os aspectos, temos de usar a nossa imaginação e criatividade para redefinir os termos do confronto, de modo a que funcionem a nosso favor. Para isso, temos de recorrer a um repertório imaginativo e multifacetado de acções, alvos e objectivos.

A violência que queremos evitar só nos leva por três caminhos: insultos; assassinatos, atentados à bomba, etc.; e sabotagem com fogo e explosivos.

Não contestamos a legitimidade da violência. Estamos a fazer uma escolha estratégica para a evitar no contexto atual.

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Crédito: PROJET MÉDUSES

Este conteúdo foi originalmente criado pelos nossos parceiros do Projeto Meduse, reproduzido aqui com a sua autorização e adotado pelo coletivo Option Végane Canada.