Definição: um ato livre de pensamento pelo qual nos comprometemos inteiramente a aceitar ou a realizar algo.

O SIM

Quer se trate de um ato sexual, de um beijo, de um abraço, de uma carícia… O consentimento requer um “SIM” claro e distinto. O silêncio, um “sim” incerto, uma hesitação, um aceno de cabeça impreciso… tudo isso significa “NÃO”.

LUCIDEZ

Este “sim” só é válido se cada parceiro for LÚCIDO e LIVRE para fazer as suas ESCOLHAS. Por outras palavras, não estás bêbado, não estás drogado, não estás a dormir, não estás inconsciente…

PRESSÃO / CONSTRANGIMENTO

O facto de te desfazeres dos outros não é um direito. Não existe “dever conjugal”. Nenhum estado civil, contexto, vestuário, promessa, tradição, resignação perante a chantagem… pode ser tomado como consentimento.

OS OUTROS

O consentimento inclui não só as pessoas que praticam um ato, mas também os indivíduos que se encontram no estrangeiro. É essencial garantir que o que está a acontecer, e pode acontecer, não perturbe ninguém.

A DÚVIDA

Um “não”, mesmo que dito em tom de brincadeira, deve ser levado a sério.

O TEMPO

O consentimento é EPHEmeral. A timidez, o embaraço, o condicionamento… podem impedir o(s) parceiro(s) de dizer que a vontade passou. Por isso, é importante repetir o pedido sempre que fizeres algo novo e regularmente durante o ato, por exemplo, com um “Estás bem? O facto de obteres o consentimento uma vez não significa que seja válido novamente.

OS LIMITES

Os princípios estabelecidos podem variar de uma relação para outra. É importante que as pessoas envolvidas tenham uma discussão clara para definir o âmbito do seu consentimento, estando ao mesmo tempo conscientes dos riscos envolvidos.

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Crédito: PROJET MÉDUSES

Este conteúdo foi originalmente criado pelos nossos parceiros do Projeto Meduse, reproduzido aqui com a sua autorização e adotado pelo coletivo Option Végane Canada.